Home Data de criação : 08/01/24 Última atualização : 08/04/12 05:58 / 5 Artigos publicados
 

Fazendo(e vendo) história  escrito em quarta 06 fevereiro 2008 00:02

Super Bowl XLII
 
 
 
 
 
 
Domingo, de fevereiro de 2008. Eu vi história.

Durante a noite, pouco antes do Super Bowl XLII, eu havia falado a uma amiga que estava vendo uma parte da história.

Pela primeira vez, em quarenta e duas edições, os árbitros que apitariam o jogo de futebol americano que pára os Estados Unidos eram negros. Eu não sabia o que estava por vir.

O New York Giants, do criticado quarterback Ely Manning(irmão do campeão do Super Bowl XLI pelo Indianapolis Colts, Peyton Manning), contra o New England Patriots, do quarterback histórico, quebrador de recordes e muito próximo à perfeição, Tom Brady.

Logo no início, poucos poderiam saber que aquele seria o prelúdio. A bola começava com o Giants. Após uma campanha "frustrada"(entenderão as aspas!), o Field Goal foi convertido. Patriots 0 x 3 Giants. Obviamente, a máquina do Patriots logo  faria touch down e cnverteria o extra point. Patriots 7 x 3 Giants.

Quando tudo parecia "normal", a defesa do Giants, literalmente, foi gigante. Tom Brady, o cara dos passes perfeitos, detentor dos atuais recordes da NFL, começou a tremer. Porque o Giants começou a não deixá-lo jogar. Ely Manning entrou em ação e o time nova iorquino tornou a pontuar. Desta vez com o touchdown e o extra point. Patriots 7 x 10 Giants.

O quarterback do New England, após ser apresentado ao chão inúmeras vezes pelos defensores do New York, decidiu usar o recurso dos passes curtos. E funcionou. A menos de 3 minutos do último quarto, o New England conquistou o touchdown e converteu mais um extra point. Patriots 14 x 10 Giants.

Agora, um field goal não bastava. Tinha que ser o touchdown. E em menos de 3 minutos. Com lançamentos incríveis de Ely e uma determinação só vista em times campeões, o Giants, numa 3ª descida, fez o que ninguém esperava: executou o Patriots. A recepção de bola que eu mais comemorei na minha vida! E a conversão do field goal.

Caí na gargalhada. Não tirando sarro do Patriots, que haviam vencido todos os jogos da temporada, enquanto o Giants estava ali graças a uma classificação vinda da repescagem. Mas eu ri muito porque eu vi um time perder porque achava não ter adversários. Os 38 segundos subseqüentes à jogada dos gigantes foram simples: um desespero total dos patriotas.

Não adiantou. Naquela noite - somente naquela noite - o Giants era invencível. Eles poderiam jogar por mais duas horas e os Patriots não venceriam. O Giants não tinha medo de perder. Afinal, eles não tinham o que perder.

Encerro com uma frase que li no orkut certa vez: "Se não houvessem os favoritos, não existiriam as surpresas".
Boa noite a todos.

 
 
 
 

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Todos os comentários desse artigo:
Fazendo(e vendo) história

  • Luciana

    Dom 24 Fev 2008 03:41

    Quanto ao juíz, eu me surpreendi quando soube que era o primeiro juiz negro a apitar... foi bem legal isso ter acontecido, mas beem tardio, não?

    Sou ignorante nesse esporte, mas sobre o preconceito e exclusão dos negros nos EUA ser bem maior, todos sabemos... =\

  • Luciana

    Dom 24 Fev 2008 03:39

    essa é a graça do esporte...
    A frase do orkut diz bem!
    Não vi o jogo, mas o resultado pareceu ter sido o melhor possível. Resultado emocionante, para esporte emocionante...

    ah, a amiga citada sou eu, caros leitores.
    (ace1) - emoticon metido.